sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

SOLUÇÃO TUCANA PARA O CRACK: TROCAR O ENDEREÇO DO INFERNO

Fonte: Carta Maior


"Você prefere tratar um câncer localizado? Ou com ele espalhado por todo o corpo? É isso o que estamos fazendo: espalhando o câncer". (frase de um policial mobilizado pela dupla Kassab/Alckmin em mais uma 'operação definitiva' contra a Cracolândia, em SP; repressão a usuários da droga concentrados na região da Luz gera fuga para outros bairros e ruas adjacentes da capital. Folha de SP;05-01. Em 2009, Carta Maior publicou um ensaio fotográfico sobre o desafio da Cracolândia, abordando os dois lados do problema --o dos moradores e o dos usuários; a dupla Serra & Kassab então, prometia resolver 'de vez' o problema.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Um conto de Natal.

Este deve ser o conto de natal de nossos tempos. Os dois meninos foram catar material reciclável no lixão de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Uma das máquinas empurrou a massa de detritos, para fazer espaço – e os soterrou. Um deles, mais ágil, conseguiu escapar. Maikon Correa de Andrade, de nove anos, ficou sob o lixo, e seu corpo foi encontrado muitas horas depois pelos bombeiros.

Maikon deve ser um dos milhares de máicons que receberam esse nome em homenagem a Michael Jakson, porque é assim que alguns ouvidos registram o nome do ídolo. Um dia, a mãe de Maikon deve ter sonhado destino de riqueza e de glória para o filho, e, nessa esperança, dado ao recém-nascido o nome de uma estrela. Maikon não sabia cantar, não sabia dançar – e talvez nem soubesse catar alguma coisa que prestasse no meio do lixo. Ele poderia ter pisado em uma agulha de seringa e se ter contaminado de alguma doença fatal, como já ocorreu a muitos. Mas poderia ter encontrado alguma coisa ainda precariamente servível, como um brinquedo jogado fora. Ou, apenas, teria recolhido restos de metal, fios de cobre, coisas de estanho e chumbo, para serem vendidos a intermediários, e destinados à reciclagem. Se Maikon conseguiu alguma coisa, não a tinha em suas mãos, rijas depois de tantas horas já mortas.

A morte de Maikon é um conto de Natal, sem a ternura dos relatos de Dickens ou de Mark Twain – mas é também a parábola negra do novo liberalismo triunfante. Somos uma sociedade que se dedica a produzir lixo.

As mercadorias que chegam ao mercado são, quase todas elas, lixo. Começamos com a embalagem – e essa civilização pode ser considerada a “civilização da embalagem” – tanto mais inútil quanto mais sofisticada. A essência da mercadologia – ou do marketing, se preferirmos – é a embalagem, trate-se de manteiga ou de candidatos a cargos eletivos; trate-se de hospitais ou de calistas. Todos os produtos, que a embalagem embeleza, são também lixo em sursis: concebidos para durar pouco. A idéia da reciclagem, fora a dos metais, é recente. Trata-se de um escamoteio da consciência, a de que o meio ambiente pode ser preservado com esse expediente esperto do capitalismo.

O mundo produziria menos lixo, se a idéia do lucro não prevalecesse sobre a idéia da vida. Assim, é o próprio capitalismo, em sua essência, que deve ser discutido. A mesma desrazão que produz o lixo material, produz o que sua lógica considera o lixo humano – os seres descartáveis que o senso estético e prático burguês rejeita. Os pobres são seres instrumentais, como as ferramentas que enferrujam, e, uma vez sem serventia, pelo uso e pelo tempo, devem ser jogadas fora. Sua reciclagem se faz nos filhos, que podem ser usados.

Maikon foi sepultado no lixo em que buscava a sobrevivência antes que cumprisse o destino do pai e, provavelmente, do avô. Morrendo tão cedo, frustrou o destino que provavelmente o esperava. Nada mais natural que Maikon, que morava em um bairro miserável de Campo Grande – ironicamente batizado com o nome do primeiro bispo e arcebispo da cidade, Dom Antonio Barbosa – se misturasse, aos nove anos, com os resíduos dos bairros ricos.

Mas, e se Maikon não tivesse ido ao lixão nesses dias entre o Natal e o Ano Novo, quando há presépios toscos mesmo nas casas pobres, e quando se celebra a vinda de Cristo e o início de mais uma volta da Terra em torno do Sol – o que poderia ocorrer em seu futuro? Como outros meninos, não muitos, mas alguns, ele talvez viesse a driblar o destino, crescer e deixar uma forte presença no mundo. Não era de se esperar - mesmo com a tentativa desnecessária dos evangelistas em lhe conferir progênie divina e ancestralidade nobre - que aquele menino nascido em uma gruta de Belém, viesse a dividir o mundo em duas eras. Afinal, ele, nascido na estrada, era de Nazaré – e se dizia, em seu tempo, que de Nazaré nada chegava de bom a Jerusalém.

Mesmo com o estranho nome de Maikon, o menino de Campo Grande era ainda um enigma, quando morreu sufocado pela sujeira da cidade rica.

Toda criança encerra, em si mesma, a dialética do futuro. Maikon poderia vir a ser um traficante de fronteira, ou um grande homem, nas artes ou na ciência. É nesse profundo mistério que se sepultou seu destino. O corpo, resgatado do lixo, voltou ao barro de que todos nós viemos, ricos e pobres, orgulhosos uns, humilhados outros.

Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Para refletir.

2011/2012: AQUILO QUE NOS DEVORA

Por Carta Maior.

Em 12 meses até novembro,  R$ 137,6 bilhões em receitas fiscais foram desviados de projetos prementes na área social e de infraestrutura e canalizados ao pagamento de juros da dívida pública brasileira. O valor equivale a 3,34% do PIB previsto para 2011. Não é tudo; a despesa efetiva com os rentistas é bem maior. A economia feita pelas três esferas de governo até agora, mais as estatais, cobre apenas uma parte do serviço devido, da ordem de R$ 240 bilhões este ano, sendo o restante incorporado ao saldo principal, elevando-o. Em 2011, essa 'capitalização' (deles)  acrescentará R$ 110 bilhões à dívida, totalizando o equivalente a  5,6% do PIB em juros. A sangria se consuma no orçamento federal que em 2012 destinará 47,2% do total, ou seja, mais de R$ 1 trilhão, ao pagamento de juros e amortizações da dívida pública. Consolida-se assim um caso clássico de captura do Estado pela lógica da servidão rentista na qual quanto mais se paga, mais se deve. Em dezembro de 2009 a dívida interna pública era de R$ 1,39 trilhão; em dezembro de 2010 havia saltado para R$ 1,6 trilhão; em 2011 deve passar de  R$ 1,7 trilhão. De janeiro a novembro ela cresceu R$ 148,67 bilhões. O valor é R$ 53,5 bilhões superior ao total dos investimentos realizados no período pela União e o conjunto das 73 estatais brasileiras, que cairam 3,2% em relação a 2010. É tristemente forçoso lembrar que enquanto a despesa com os rentistas esfarela 5,6% do PIB em juros, o orçamento federal para a saúde em 2012 será da ordem de R$ 90 bilhões (uns 3,5% do PIB); o SUS terá R$ 80 bilhões para atender 146 milhões de pessoas. E o valor aplicado numa área crucial como a educação gira em torno de 3% do PIB. Discute-se se há 'margem' fiscal para elevar isso a 7% ou 8%  --em uma década. Visto à distancia, o naufrágio europeu permite enxergar melhor o absurdo que consiste em colocar o Estado e a sociedade a serviço das finanças e não o contrário. Sem uma política corajosa de corte na ração rentista o Brasil  cruzará décadas apagando incêndios  no combate à pobreza e a miséria que enredam a vida de 27%  da população e às deficiências de infraestrutura social e logística.  É melhor que a regressividade demotucana. Mas insuficiente para embalar a travessia histórica da injustiça e do subdesenvolvido para uma Nação rica,compartilhada por todos.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Caraguá e os piores índices

Rodolfo Fernandes.

A notícia não podia ser pior, alem de ser uma das cidades mais violentas do Estado, agora vem a informação de que os índices de portadores do virus HIV e de casos de Dengue são os mais altíssimos. Pobre população, a merce de um coração feito de cimento areia e pedra. Resgatar o ser humano e dar-lhe dignidade é a maior função de um homem público....Vamos lá fazer o que será.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Pensamentos e sonhos sobre o Brasil.

1. O povo brasileiro se habituou a “enfrentar a vida” e a conseguir tudo “na luta”, quer dizer, superando dificuldades e com muito trabalho. Por que não iria “enfrentar” também o derradeiro desafio de fazer as mudanças necessárias, para criar relações mais igualitárias e acabar com a corrupção?

2. O povo brasileiro ainda não acabou de nascer. O que herdamos foi a Empresa-Brasil com uma elite escravagista e uma massa de destituídos. Mas do seio desta massa, nasceram lideranças e movimentos sociais com consciência e organização. Seu sonho? Reinventar o Brasil. O processo começou a partir de baixo e não há mais como detê-lo.

3. Apesar da pobreza e da marginalização, os pobres sabiamente inventaram caminhos de sobrevivência. Para superar esta anti-realidade, o Estado e os políticos precisam escutar e valorizar o que o povo já sabe e inventou. Só então teremos superado a divisão elites-povo e seremos uma nação una e complexa.

4. O brasileiro tem um compromisso com a esperança. É a última que morre. Por isso,tem a certeza de que Deus escreve direito por linhas tortas. A esperança é o segredo de seu otimismo, que lhe permite relativizar os dramas, dançar seu carnaval, torcer por seu time de futebol e manter acesa a utopia de que a vida é bela e que amanhã pode ser melhor.

5. O medo é inerente à vida porque “viver é perigoso” e sempre comporta riscos. Estes nos obrigam a mudar e reforçam a esperança. O que o povo mais quer, não as elites, é mudar para que a felicidade e o amor não sejam tão difíceis.

6. O oposto ao medo não é a coragem. É a fé de que as coisas podem ser diferentes e que, organizados, podemos avançar. O Brasil mostrou que não é apenas bom no carnaval e no futebol. Mas também bom na agricultura, na arquitetura, na música e na sua inesgotável alegria de viver.

7. O povo brasileiro é religioso e místico. Mais que pensar em Deus, ele sente Deus em seu cotidiano que se revela nas expressões: “graças a Deus”, “Deus lhe pague”, “fique com Deus”. Deus para ele não é um problema, mas a solução de seus problemas. Sente-se amparado por santos e santas e por bons espíritos e orixás que ancoram sua vida no meio do sofrimento.

8. Uma das características da cultura brasileira é a alegria e o sentido de humor, que ajudam aliviar as contradições sociais. Essa alegria nasce da convicção de que a vida vale mais do que qualquer coisa. Por isso deve ser celebrada com festa e diante do fracasso, manter o humor. O efeito é a leveza e o entusiasmo que tantos admiram em nós.

9. Há um casamento que ainda não foi feito no Brasil: entre o saber acadêmico e o saber popular. O saber popular nasce da experiência sofrida, dos mil jeitos de sobreviver com poucos recursos. O saber acadêmico nasce do estudo, bebendo de muitas fontes. Quando esses dois saberes se unirem, seremos invencíveis.

10. O cuidado pertence à essência de toda a vida. Sem o cuidado ela adoece e morre. Com cuidado, é protegida e dura mais. O desafio hoje é entender a política como cuidado do Brasil, de sua gente, da natureza, da educação, da saúde, da justiça. Esse cuidado é a prova de que amamos o nosso pais.

11. Uma das marcas do povo brasileiro é sua capacidade de se relacionar com todo mundo, de somar, juntar, sincretizar e sintetizar. Por isso, ele não é intolerante nem dogmático. Gosta e acolhe bem os estrangeiros. Ora, esses valores são fundamentais para uma globalização de rosto humano. Estamos mostrando que ela é possível e a estamos construindo.

12. O Brasil é a maior nação neolatina do mundo. Temos tudo para sermos também a maior civilização dos trópicos, não imperial, mas solidária com todas as nações, porque incorporou em si representantes de 60 povos que para aqui vieram. Nosso desafio é mostrar que o Brasil pode ser, de fato, um pedaço do paraíso que não se perdeu.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Vencemos as prévias.

Nobres amigos de blog e companheiros de PT, quero agradecer a todos o apoio recebido no último dia 15, quando fui escolhido o pré candidato oficial do PT de Caraguá para disputar a prefeitura em 2012. Um beijo no coração de cada um, obrigado pela confiança.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Quando o silêncio fala mais que as palavras.

Autor desconhecido.
 
O silêncio é um momento em que a criatura se cala, mas o espírito fala.
Calar sobre sua própria pessoa, é humildade.
Calar sobre os defeitos dos outros, é caridade.
Calar quando a gente está sofrendo, é heroísmo.
Calar diante do sofrimento alheio, é covardia.
Calar diante da injustiça, é fraqueza.
Calar quando o outro está falando, é delicadeza.
Calar quando o outro espera um palavra, é omissão.
Calar e não falar palavras inúteis, é penitência.
Calar quando não há necessidade de falar, é prudência.
Calar quando deus nos fala no coração, é silêncio.
Calar, diante do mistério que não entendemos, é sabedoria

Abraços e fique na Paz de Deus e de Maria!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Violência: O que fazer?

Boas pessoal, achei interessante e vale uma boa reflexão sobre o assunto. Colocarei o tema por partes

Por: Ilanud

1 - Violência: políticas locais preventivas

Enfrentar o crescimento da violência por meio da elaboração de políticas preventivas de segurança pública é o grande desafio de toda sociedade democrática.

A resposta tradicional ao aumento nos níveis de criminalidade e violência consiste em ações que visam aumentar o controle e a repressão penal. Esta abordagem enfoca o problema depois que o crime ou o ato violento foi cometido e, geralmente, está relacionada a um endurecimento nas práticas do sistema judiciário, a aumentos de recursos e capacidades policiais e a reformas legislativas para tornar as penas mais rigorosas, dentre outras medidas. Nesta perspectiva, o enfrentamento do problema fica preponderantemente sob a responsabilidade dos sistemas policial e de justiça.

A comunidade deve ser vista como importante parceira na elaboração de políticas públicas preventivas e não como mero objeto dessas ações
Entretanto, é evidente que tais medidas são insuficientes para lidar com um tema complexo como este. Fatores socioeconômicos, políticos e culturais devem ser levados em consideração na elaboração de políticas públicas de segurança, pois é preciso conhecer e entender as possíveis causas da violência e da criminalidade e os fatores de risco associados a elas para que se possam construir comunidades mais seguras.

Nesse sentido, a comunidade deve ser vista como importante parceira na elaboração de políticas públicas preventivas e não como mero objeto dessas ações. Configurações sociais distintas tendem a apresentar problemas específicos e as formas de compreender, prevenir e controlar esses problemas podem surgir a partir do próprio processo reflexivo da comunidade.

Assim , é fundamental que as ações governamentais reconheçam esse papel dos agentes sociais comunitários e envolvam os diversos setores da comunidade na elaboração e implementação de ações que busquem reduzir os índices de violência e de criminalidade.

Violência: O que fazer?

domingo, 18 de setembro de 2011

Carta aberta ao povo de Caraguá.

                                           Por Rodolfo Fernandes.

Nos últimos 20 anos anos assistimos a um crescimento e uma transformação vertiginosa de nossa cidade. Crescemos como todas as outras cidades brasileiras, com erros e acertos, porém desordenadamente e desigualmente.
A visão administrativa que vigora em nossa cidade e todos os seus atores nesses anos leva nos a uma estagnação ambiental, física, estrutural, política e moral. Já não basta mais concretar a cidade, queremos humanizá-la, já não basta falar de ética na política, temos que agir com ética na política, já não basta parecer honesto, temos que ser honestos. Diante da situação que se apresenta é urgente a renovação dos agentes políticos em Caraguá, bem como a forma de se fazer política, renovando assim a esperança em um novo jeito de conceber a cidade, com respeito ao próximo e resgatando a história de um povo para com a sua cidade.
Quem ama sua cidade e conhece sua história não permite que ela seja saqueada e usurpada, exige a sua democratização em todos os níveis existentes para promover o bem comum.
É portanto o resgate cultural e histórico da cidade para com o seu povo, o pilar principal para invertermos a lógica devastadora e individualista da velha política e dos velhos políticos.
É a partir daí que se criará um ambiente propício para o crescimento da cultura da participação popular na gestão pública, só numa gestão democrática e participativa é que diminuiremos o grande abismo que separa o cidadão caraguatatubense da utopia de uma cidade justa e fraterna. Caraguá precisa voltar a sonhar.
A frente Suprapartidária que se forma deve unir todos os sonhos e utopias num amplo debate com os caiçaras, bem como suas organizações, construindo agora o futuro que queremos, tomando o que é nosso para partilhar com todos, não mais permitindo a terceirização daquilo que nos é mais sagrado, o direito de zelar e de fazer valer os nossos direitos.
Todos que assim entendem estão convidados a fazer parte desta história.
Caraguá, pelos filhos desta terra e pelo povo que vos ama,
VAMOS LÁ FAZER O QUE SERÁ.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Confiança.

Algumas pessoas agem na sociedade como se nada pudessem atingi-lás, vendem sonhos e não entregam, prometem mas não cumprem, dizem que estão ao seu lado mas te largam a beira do caminho, fingem ser do bem mas não é. Pobres coitados, não percebem os infelizes que as suas atitudes serão levadas em conta num belo dia e este dia nobre leitor "um dia chega" é quando eles sentem na pele o verdadeiro sentido da palavra confiança e este sentimento vem da pior maneira possível, o abandono. Triste mas é assim o futuro daqueles que não honram com suas palavras.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Para chegarmos lá.

Como bom guerrilheiro, Giap-Líder Vietnamita, sabia que o sucesso, quando existe uma desproporção de forças muito grande, se baseia na iniciativa, na audácia e na surpresa, para isso devemos estar continuamente em movimento. Juntos por uma "Feliz Cidade"

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Caraguá, independência já.

Desde a queda do regime militar que Caraguá vive, a mais de 20 anos, uma ditadura administrativa que exclui os seus cidadãos das principais decisões que fizeram a cidade caminhar até aqui. A ausência do diálogo que existia no regime militar parece nortear até hoje as ações dos donos do poder em nossa cidade. A truculência com que quiseram nos impor o Plano Diretor e depois a tentativa de ridicularizar àqueles que não concordavam com a proposta do poder e a forma como trataram as pessoas que lutaram pela implantação de uma UPA 24 horas no Bairro Massaguaçu nos dão um parâmetro de como eles enxergam a democracia. Creio que este tipo de governo não cabe mais aqui e em nenhuma cidade brasileira. Que sejamos dignos de exigirmos mais, pois a crise social que vive a nossa cidade já é digna dos grandes erros cometidos nas grandes metrópolis deste país. Miséria, drogas, assaltos, asassinatos e a degradação humana já estão ai escancarados e essa é herança que eles com o nosso consentimento estão deixando para os nossos filhos e para a nossa velhice. Que este dia 7 de setembro seja o início de um novo ciclo que se inicia em nossa cidade, um ciclo de respeito, diálogo e da busca do bem comum, uma "Feliz Cidade" se constrói com liberdade. LIBERTE SE CARAGUÁ.

O País do futuro


Por Eduardo Bonfim

Porque o Brasil sempre foi conhecido lá fora como o País do futuro, uma alcunha que vem do título do livro do escritor austríaco Stefan Zweig exilado em Petrópolis, Rio de Janeiro, durante o início do avanço nazista na Europa.

No entanto, aquilo que surgiu como um presságio às nossas possibilidades, através dos olhos de quem conhecia o velho mundo e a sua civilização, passou a significar o seu contrário, ou seja, uma nação que nunca vai dar certo, que não tem jeito.

Ainda mais quando havia contra o nosso processo civilizatório um tremendo preconceito racista porque as nossas raízes antropológicas de indígenas, ibéricos e africanos teriam produzido uma “miscigenação desaconselhável às raças humanas”.

Pelo menos era o que diziam os doutos cientistas europeus a exemplo do conde Gobineau e o seu famoso “Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas”. Ele afirmou que o Brasil por ter um povo mestiço não tinha nenhum futuro e além do mais estava situado nos trópicos o que piorava as coisas porque o calor, umidade, as florestas, tudo conspirava contra o nosso destino.

Esse preconceito atravessou os tempos e ainda persiste em algumas cabeças elitistas no Brasil. As “causas” da nossa hipotética “inviabilidade genética e ambiental” talvez tenham mudado, mas o espírito de colonizado e embevecido pelas civilizações ditas opulentas ainda permanece.

Não era outro o entendimento do norueguês que fuzilou dias atrás dezenas de jovens em Copenhague quando em seu manifesto nazi-fascista afirmou que a mestiçagem do povo brasileiro era algo que devia ser condenado.

São essas as ideologias que escondem a essência dos males que afligem a humanidade, a exploração do trabalho humano, as brutais naturezas dos colonialismos ou dos imperialismos.

Assim, essa civilização tropical, lavrada em sangue índio, africano, ibérico e tantos outros, com imenso sacrifício, confrontando dificuldades e injustiças sociais, não só está de pé como avança. Stefan Zweig conhecia bem o mundo, tanto como tinha a convicção sobre o futuro do Brasil e da América Latina

sábado, 3 de setembro de 2011

Mudanças no PT

O 4° Congresso do PT está provocando mudanças profundas na vida Partidária. Esperamos que melhore muito a relação do Partido com toda a sociedade, servindo de exemplo a todos. No momento oportuno apresentarei as propostas aprovadas.